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Segunda-feira,24 de março de 2014

BNDES terá novos programas para bens de capital

(23/03/2014) - Para melhor atender as necessidades dos fabricantes de bens de capital mecânicos (basicamente a indústria de máquinas e equipamentos) e incentivar a modernização e a inovação no setor, o BNDES criou novo departamento neste início de ano. Trata-se do DEBK - Departamento de Bens de Capital, que já inicia suas atividades com portfólio de 114 operações que somam R$ 2,7 bilhões - projetos que já estavam registrados no banco, mas espalhados em divisões setoriais como automobilística, eólica, óleo e gás.

O foco do novo departamento é o crédito para investimento dos fabricantes do setor de bens de capital em suas linhas de produção, inovação, pesquisa e desenvolvimento. Para estes fins, em 2013, foram liberados R$ 125 milhões para o setor. Para este ano a meta é alcançar R$ 200 milhões.

NOVOS PROGRAMAS - Entre os projetos do novo departamento estão a criação de programas de apoio específicos para o setor. Um deles é o Inova BK, na linha de outros programas do BNDES, como o Inova Agro e o Inova Petro. O plano é vinculado à FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e será um braço do programa do governo federal Inova empresa.

Outro programa em estudo é o Pro BK, que deve mais ser lançado no final do ano e prevê a diminuição do limite mínimo de empréstimo, que hoje está em R$ 20 milhões. "Identificamos que esse limite é muito alto para algumas empresas menores e que o banco não está conseguindo alcançá-las", avalia Luciano Velasco, gerente do departamento.

"Essa é uma estratégia do banco para se aproximar das empresas de bens de capital que estavam pulverizadas em diversos setores", explica Luciano Velasco, gerente do departamento. Velasco e a equipe de 10 pessoas irão ministrar palestras nas 26 sedes regionais da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

ABIMAQ - Para o vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, a criação do DEBK permitirá um conhecimento muito mais profundo do setor por parte do BNDES. "Nós antevemos que projetos muito interessantes surjam desse novo departamento, como a criação de programas específicos para a nossa indústria. Antes estávamos em diversos setores, junto com clientes nossos e sempre como acessórios, o foco era o cliente”, avalia. No entanto, ele considera o valor previsto de liberações pequeno. "Nosso setor movimenta R$ 80 bilhões por ano. Um valor razoável seria 1% desse total. Por outro lado, isso demonstra a pouca capacidade de investimento do setor com margens de lucro pequenas, dificultadas pelo Custo Brasil", avalia.

Fonte: Usinagem-Brasil

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